De acordo com Bert Hellinger, criador das Constelações, sempre que uma pessoa nos procura para passar pelo processo de Constelação, esta pessoa nunca deve ser olhada sozinha. Devemos olhar além da pessoa, olhar para todos os membros de sua família, pois todos nós fazemos parte de um grande sistema familiar, onde nos encontramos fortemente vinculados.
Vínculos estes que não se desfazem nem mesmo com a morte. Por isso, devemos tratar a pessoa dentro de seu sistema familiar como um todo e não somente a pessoa. Devemos olhar sempre para além do cliente, somente assim, a ajuda se torna possível.
A Constelação Sistêmica Familiar é um tipo de terapia, considerada por muitos uma terapia breve, pois permite ao cliente geralmente em uma única sessão identificar quais os padrões negativos vem se repetindo ao longo de sua geração familiar. E após a identificação deste padrão, torna-se possível chegar a uma solução.
A Constelação Sistêmica Familiar de Bert Hellinger não é religião, não é ocultismo, misticismo, magia ou espiritismo. Constelação é uma técnica, uma ferramenta que nos permite trazer à luz energias e emoções negativas que circulam em nosso sistema familiar, influenciando de forma inconsciente nossas tomadas de decisões no dia a dia.
Essas emoções e energias ocultas são passadas de geração a geração, até que alguém olhe para ela de forma a incluir em seu coração o que antes fora rejeitado, esquecido e excluído, promovendo o desbloqueio do fluxo amoroso natural da vida, e então caminhar à uma solução.
A Constelação Sistêmica Familiar traz 3 Leis que regem a família, sendo estas a base para todo nosso trabalho.
Lei do Pertencimento: No sistema familiar todos tem o mesmo direito de pertencer, esteja vivo ou morto. E quem pertence? Os filhos (irmãos), os pais, os avós, bisavós, tios, ex parceiros de nosso pais e avós e nossos parceiros assim como ex parceiros também.
Por que parceiros e ex parceiros pertencem ao nosso sistema familiar? Porque o sexo gera vinculo, assim como promessa de casamento e estrupo também geram vinculo.
Lei da Ordem: quem veio primeiro veio primeiro, quem veio depois veio depois e ponto. Primeiro os pais, depois filhos, depois netos, e assim sucessivamente. Apenas no relacionamento de casal a relação é de igual, pois os dois chegam juntos no relacionamento.
Lei do Equilíbrio: toda vez que uma das leis anteriores é desrespeitada, o sistema buscará uma forma de restabelecer o equilíbrio.
Em geral quando a Lei do Pertencimento é desrespeitada, um inocente será chamado a restabelecer a ordem no sistema. Este irá identificar-se com o excluído ou até mesmo, seguir o seu destino, forçando a todos os demais do sistema familiar a olhar para este excluído, de forma a incluí-lo novamente no sistema.
Aqui quando se fala de identificar-se, pode acontecer de a pessoa ter os mesmos sentimentos que aquela pessoa excluída tinha, como raiva por algo ou alguém, nervosismo, insegurança, medo, etc. Ou ainda seguir o seu destino na totalidade e entrar no processo de repetições dentro do sistema familiar como, suicídios que vão se repetir, a falta de sucesso na vida irá se repetir, as mortes trágicas, os abortos, os divórcios, as doenças, os vícios, os problemas nos relacionamentos e outros. Estes padrões então estarão a se repetir até que este excluído tenha novamente o seu lugar na família.
Em geral quando a Lei da Ordem é desrespeitada, a pessoa que a desrespeitou irá fracassar nas mais diversas áreas de sua vida. Por exemplo: quando um filho se põe no lugar do pai, se põe como grande diante do pai, assim se colocará pequeno diante de seu filho, dificultando a educação e orientação deste.
Outras vezes irá se pôr como pequeno diante do cônjuge, exigindo do parceiro o que deveria ter tomado dos pais, mas como se pôs como grande diante do pais, não os tomou como deveria, acaba exigindo isso de seu parceiro, o que geralmente leva ao enfraquecimento da relação. Irá ainda ter problemas com sucesso, tende a dar um passo adiante, depois retornar… e ficar neste ciclo até se pôr em seu lugar e tomar os pais em seu coração.
As Constelações Sistêmicas Familiares de Bert Hellinger estão à serviço da reconciliação e da vida.
E o que podemos constelar?
– Problemas de Relacionamentos de casal;
– Problemas de Relacionamentos com filhos e família de origem;
– Problemas Profissionais e de Sucesso;
– Problemas de saúde como depressão, vícios e pânico;
– Destinos Trágicos;
– Outros.
E como funcionam?
A dinâmica de Constelação Sistêmica Familiar pode acontecer de duas formas.
Uma delas é através de um atendimento individual, onde cliente e facilitador com o auxílio de ancoras de solo ou de bonecos irão entrar em contato com estas energias ocultas de forma a identificar onde houve o bloqueio do fluxo amoroso e através do reconhecimento, aceitação, acolhimento no coração e frases especiais o amor poderá voltar a fluir no sistema familiar em questão.
A segunda forma de se trabalhar com as Constelações é a chamada dinâmicas de grupo. É formado um grupo de pessoas, o número de pessoas pode variar, vai de dez a trinta, quarenta e mais pessoas. Aqui o cliente apresenta um tema e o facilitador ou mesmo a própria pessoa escolhe um representante para si e outros de acordo com o tema apresentado (pode ser o pai, mãe, parceiro, dinheiro, doença…), e estas pessoas ao entrarem no campo (campo morfogenético) e irão se movimentar (através de sensações em seu corpo) de forma igual a pessoa que ele está representando, trazendo a luz as energias ocultas, mostrando onde foi que houve o bloqueio do fluxo amoroso natural da vida.
E à partir desta descoberta o facilitador de acordo com seu conhecimento, conduz os representantes e automaticamente o sistema do cliente à uma solução. Isso sempre com o consentimento real, com um movimento da Alma que deve partir do cliente, permitindo que o trabalho prossiga.
O facilitador apenas conduz o trabalho, mas é o cliente que precisa dar o passo para a cura, reconhecendo o que está acontecendo, acolhendo em seu coração e decidindo de Alma pela solução.
Em ambos os casos é importante ter em mente, sempre, a postura correta diante deste trabalho. Tanto o facilitador quanto os representantes e também o cliente devem manter sempre uma postura de muito respeito, humildade e neutralidade ao trabalhar o tema.
Essa postura neutra quer dizer, sem intenção nenhuma (sem querer ajudar, mostrar, ver, etc.), sem conhecimento (esquecer tudo que sabe a respeito do trabalho ou sobre o cliente e inclusive sobre sua própria história), sem julgamento (aqui não pode haver julgamentos, bom x ruim, etc.), e por fim sem medo, e assim, somente assim, o campo se abre e nos mostra onde está o emaranhamento, onde aconteceu o bloqueio do fluxo amoroso na vida do cliente, e somente assim, nesta postura neutra, torna-se possível ao passo para a solução.
Ilma Estevam – Constelação Sistêmica Familiar – Berlin
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